terça-feira, 18 de setembro de 2018

Anvisa divulga alerta sobre reações adversas aos medicamentos que atuam na eliminação da glicose – canaglifozina, dapaglifozina, empaglifozina e ertuglifozina


por Fernanda L. da S. Machado

A Gerência de Farmacovigilância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou no último dia 13 de setembro um alerta sobre a ocorrência de doença infecciosa grave na região genital em pacientes tratados com medicamentos que atuam aumentando a eliminação de glicose nos rins, também chamados de inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2), incluindo a canaglifozina (InvokanaÒ), dapaglifozina (ForxigaÒ), empaglifozina (JardianceÒ) e ertuglifozina. Estes medicamentos são utilizados para controlar os níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 2.

De acordo com o alerta, o uso destes medicamentos aumenta o risco de uma condição chamada fasciíte necrosante do períneo ou gangrena de Fournier, infecção que atinge a região genital e áreas próximas. A condição é considerada rara, porém grave. Os pacientes devem ficar atentos ao surgimento dos sintomas relacionados à condição, como sensibilidade, vermelhidão ou inchaço na área genital, assim como febre e mal-estar. Como os sintomas pioram rapidamente, é importante buscar atendimento imediatamente.

A Anvisa destaca ainda que os eventos adversos ocorridos durante o uso do medicamento devem ser notificados à agência através do Notivisa. Pacientes e profissionais de saúde podem fazer o relato.

Quer saber mais sobre os efeitos adversos dos novos medicamentos para diabetes? Acesse: Novos medicamentos para diabetes, novo sefeitos adversos detectados.

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Referências:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A Gerência de Farmacovigilância alerta sobre a ocorrência de rara doença grave e infecciosa da região genital e áreas adjacentes em pacientes com diabetes tipo II tratados com inibidores da SGLT2. Disponível em: http://bit.ly/2QEETmk . Acesso em 18 set 2018.
FDA. U.S. Food and Drug Administration. FDA warns about rare occurrences of a serious infection of the genital area with SGLT2 inhibitors for diabetes. Disponível em: https://www.fda.gov/downloads/Drugs/DrugSafety/UCM618466.pdf. Acesso em 18 set 2018.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Amamentação e medicação é uma boa combinação?

por Mikaelly Pereira Caet

Nos primeiros meses de vida a mãe atenta-se em amamentar e promover a melhor alimentação necessária para o desenvolvimento do bebê.  Essa prática de afeto e saúde é fundamental não apenas para o sistema imunológico e psicomotor da criança, mas também promove benefícios à mãe como: diminuição do risco de anemia e hemorragia após o parto e ainda de diabetes, doenças cardiovasculares e câncer de mama. 

Porém, da mesma forma que as vitaminas e nutrientes são passados para a criança por meio do leite materno, alguns medicamentos também podem ser transferidos pela mesma via. 

Em contrapartida, os medicamentos isentos de prescrição (MIP) são comumente utilizados pela população em geral, a fim de solucionar rapidamente alguns desconfortos tais como: dores musculares, febre, alergias, constipação, entre outros. No entanto, para as mulheres no período de amamentação o uso destes medicamentos deve ser feito sempre após uma avaliação cuidadosa, pois mesmo que sejam adquiridos sem prescrição, não são isentos de riscos. 

Por outro lado, sem orientação adequada, a amamentação pode ser desnecessariamente suspensa no caso de uso de medicamentos que são reconhecidamente seguros para o bebê.

Segundo o Ministério da Saúde, existem 3 categorias de risco para medicamentos utilizados durante a amamentação:



terça-feira, 17 de julho de 2018

É verdade que todo mundo que tem menos de 50 anos precisa tomar a vacina do sarampo?

por Fernanda L. da S. Machado

As notícias sobre surtos nos estados de Roraima e Amazonas, juntamente com a confirmação de casos isolados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Rondônia traz dúvidas sobre como se proteger contra o sarampo. 

terça-feira, 20 de março de 2018

Terapia de reposição hormonal no climatério/menopausa

por Jaziane Barcelos

A Terapia de reposição hormonal (TRH) é uma das opções de tratamento para mulheres durante o período do climatério e menopausa, o qual tem como objetivo melhorar as condições de saúde e sua qualidade de vida, amenizando os sintomas. O tratamento deve ser avaliado caso a caso, dependendo da fase em que cada mulher se encontra.

Quando necessários, os hormônios podem ser utilizados de forma contínua ou cíclica. A associação do estrógeno ao progestógeno é obrigatória em pacientes com útero intacto, para conferir proteção endometrial, contra a hiperplasia e o adenocarcinoma.

É importante ressaltar que existem outros tratamentos sem a utilização de hormônio, como os medicamentos não hormonais e outras formas de terapia não medicamentosa.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Alerta sobre o uso de Isoterápico homeopático contra febre amarela

O emprego da homeopatia no caso da febre amarela consiste na indicação de medicamentos homeopáticos que auxiliam na profilaxia e tratamento dos sintomas. A vacinação estabelecida conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, é a medida mais importante para a prevenção e o controle da doença.
A vacina contra a febre amarela é preparada a partir do vírus vivo atenuado e produzida no Brasil. Sua imunidade ocorre dez dias após a aplicação, conferindo imunidade, segundo a OMS, por toda a vida.
Desde a criação da homeopatia pelo médico alemão Dr. Samuel Hahnemann, essa terapêutica vem atuando em epidemias, e há relatos históricos documentados que demonstram resultados e benefícios bastante significativos.
Apenas para exemplificar, a homeopatia foi usada com sucesso nas seguintes epidemias: escarlatina, em 1799 na Alemanha; púrpura miliar, em 1801; tifo, em Leipizig, no ano de 1813; cólera, entre 1831 a 1834, na Europa; cólera em 1854, Inglaterra; e gripe espanhola, em 1918, nos EUA.
Aqui no Brasil não é diferente. Existem relatos com êxito da homeopatia nas epidemias de escarlatina, no Rio de Janeiro (João Vicente Martins, 1849); febre amarela, na Bahia, entre 1850 a 1852; cólera, a partir do Pará (1855), chegando ao Recife, e depois ao Rio de Janeiro; febre amarela também no Rio de Janeiro (1870, 1873, 1875 e 1877). Gripe em 1918. Mais recentemente há registros pormenorizados e divulgados nas epidemias de meningite meningocócica, em São Paulo, e dengue, na cidade de São José do Rio Preto (SP), em 2001.
Na maioria destes casos houve a utilização do agente causal preparado de forma homeopática ou isoterápico, para auxiliar no tratamento e prevenção das doenças, sendo esta uma prática tradicional que está respaldada pela Farmacopéia Homeopática Brasileira.
O medicamento homeopático preparado a partir da vacina da febre amarela, ou isoterápico, atenua mais ainda o vírus vivo e pode ser complemento individual às medidas preventivas coletivas já elencadas pelo Ministério da Saúde. Consulte seu médico ou farmacêutico homeopata e se informe dos limites de atuação deste medicamento homeopático.
É preciso deixar claro que é um equívoco chamar um isoterápico de vacina homeopática, termo que não existe oficialmente nesta prática terapêutica. Reafirmamos que, no caso da febre amarela, a vacinação estabelecida conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde é a medida mais importante para a prevenção e o controle da doença.
IMPORTANTE! Destacamos ainda que, qualquer prática ou informação dissonante com o teor desta nota técnica por parte de farmacêuticos, deve ser informada aos conselhos de Farmácia para que providências sejam adotadas.
Grupo de Trabalho Sobre Homeopatia do Conselho Federal de Farmácia

Fonte: Comunicação do CFF
Para acessar a matéria diretamente da página do Conselho Regional de Farmácia, clique aqui

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cuidados no armazenamento de insulinas

por Fernanda L. da S. Machado
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas responsável por controlar os níveis de açúcar (glicose) no sangue. Todas as pessoas com diabetes tipo 1 e algumas com diabetes tipo 2 precisam usar regularmente injeções de insulina. 

Existem diversos tipos de insulinas atualmente no mercado que se diferenciam entre si pelo tempo que vão começar a agir no corpo e ainda pela duração do efeito. Entretanto, para que as insulinas sejam utilizadas adequadamente é importante estar bem informado quanto aos cuidados no armazenamento do produto. A insulina é muito sensível à luz e temperaturas extremas de frio e calor, de forma que se não for bem guardada, pode ocorrer degradação e consequentemente, perda do efeito. Devido à importância da conservação adequada, preparamos estas dicas para ajudar você a guardar bem sua insulina.

Caso tenha alguma dúvida, não deixe de entrar em contato conosco. Envie sua pergunta através do nosso formulário!

 

Revisado porDanielle Maria de Souza Serio dos Santos,  Juliana Givisiéz Valente.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Uso periódico de medicamentos para vermes: quais os critérios para o emprego sem o diagnóstico de parasitas?

por Fernanda Lacerda da Silva Machado

Por que abordar este tema? Para começar, vale lembrar que as verminoses representam um sério problema de saúde em diversos países do mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas estejam contaminadas no mundo somente com as chamadas geohelmintíases ou verminoses transmitidas pelo solo, causadas principalmente por Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e pelos ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus) (1).

Estes vermes são transmitidos a partir dos ovos eliminados nas fezes que contaminam o solo e a água em locais com saneamento básico deficiente. A infecção pode ocorrer por meio da ingestão dos ovos (Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura) ou larvas (ancilostomídeos) através do alimento, água, mãos ou utensílios contaminados.  A infecção pelos ancilostomídeos, que causam, por exemplo, a ancilostomose ou o popularmente conhecido amarelão, pode se dar ainda pela penetração das larvas pela pele, principalmente ao andar descalço em um local contaminado. Uma vez que os parasitas não se multiplicam na pessoa, novos vermes só se desenvolvem a partir de contatos repetidos com as formas infectantes, ou seja, com o ovo ou a larva (2).

Alerta Viekira Pak